Especialistas da Life explicam como a pressão social e as redes ampliam a ansiedade durante o período de festas
São Paulo, fevereiro de 2026 - Para além da imagem de festa, euforia e conexão social, o Carnaval pode ser um período de intenso sofrimento emocional para muitas pessoas. A pressão para “aproveitar”, sair, sorrir e performar felicidade, amplificada pelas redes sociais, tem relação direta com quadros de ansiedade social, sensação de inadequação e exaustão emocional.
Estudos internacionais indicam que entre 40% e 60% das pessoas relatam viver situações frequentes em que precisam aparentar emoções positivas sem senti-las, fenômeno conhecido como surface acting. As pesquisas associam esse comportamento a ansiedade, queda do bem-estar e desgaste emocional, especialmente em contextos culturalmente ligados à alegria e à performance emocional como festas e celebrações coletivas.
Segundo a Life Saúde Mental, o Carnaval concentra, em poucos dias, fatores que costumam intensificar o sofrimento psíquico: exposição social intensa, normas emocionais rígidas e comparação constante.
“Existe uma narrativa muito forte de que ser brasileiro é viver o Carnaval com alegria e intensidade. Para quem não consegue ou não deseja viver esse período dessa forma, isso pode gerar culpa, vergonha e a sensação de estar ‘falhando’ socialmente”, explicam especialistas da Life Saúde Mental.
Quando a festa vira gatilho
A ansiedade social vai além da timidez. Trata-se de um medo persistente de ser avaliado, julgado ou rejeitado em situações sociais. Estima-se que o Transtorno de Ansiedade Social (TAS) afete cerca de 13% da população ao longo da vida, com início frequente ainda na infância ou adolescência e prevalência ligeiramente maior entre mulheres.
No Carnaval, esse quadro pode se intensificar. Pessoas com ansiedade social costumam relatar:
medo intenso de exposição e avaliação negativa;
pensamentos recorrentes de inadequação (“não vou dar conta”, “todo mundo se diverte menos eu”);
evitação de eventos não por escolha, mas por sofrimento;
sintomas físicos como taquicardia, sudorese, tremores e sensação de perda de controle.
As redes sociais ampliam esse processo ao transformar a vivência do Carnaval em uma vitrine de comparação: blocos lotados, corpos felizes, romances e festas contínuas passam a funcionar como uma régua de “sucesso emocional”.
A cultura de “agir feliz” também adoece
Pesquisas sobre trabalho emocional mostram que a exigência de demonstrar alegria mesmo sem senti-la, está associada à exaustão emocional, ansiedade e redução da satisfação com a vida. Em contextos “voltados à alegria”, como entretenimento e festividades, esse desgaste tende a ser ainda maior.
“O problema não é não gostar de Carnaval. O problema é se forçar a viver algo que gera sofrimento apenas para atender a uma expectativa social”, pontua a Life Saúde Mental.
Em muitos casos, a tentativa de “dar conta” da festa leva ao uso excessivo de álcool ou outras substâncias como estratégia de alívio momentâneo, o que pode reforçar ciclos de ansiedade e aumentar o sofrimento no médio e longo prazo.
Escolha consciente ou evitação por sofrimento?
Um ponto central, segundo os especialistas, é diferenciar escolha consciente de evitação movida pelo medo.
Não sair porque “não faz bem agora” é diferente de não sair porque “não aguento, vai ser horrível”. A primeira é autocuidado; a segunda pode indicar um sofrimento que merece atenção clínica.
Respeitar o próprio ritmo, na prática, pode significar:
escolher eventos menores ou horários mais vazios;
ir acompanhado de pessoas de confiança;
ficar menos tempo;
ou simplesmente optar por um Carnaval mais tranquilo — sem culpa.
“Respeitar o próprio ritmo é saúde mental, não isolamento.”
Quando buscar ajuda
A ansiedade deixa de ser um desconforto esperado quando passa a gerar sofrimento intenso, autocrítica severa, evitação persistente e limitação da autonomia. Nesses casos, o acompanhamento profissional pode ajudar a construir estratégias mais saudáveis de enfrentamento e ampliar a liberdade de escolha — com ou sem Carnaval.
Uma mensagem para este Carnaval
“A vida acontece de muitas formas, nem sempre em clima de Carnaval. Nem todo mundo vive esse período do mesmo jeito, e está tudo bem. Nem toda alegria é coletiva, assim como nem todo silêncio é solidão. Respeitar o que acontece em você também é cuidado. Também é saúde mental.”
Sobre a Life Saúde Mental
A Life é um hub de profissionais de saúde mental, com atendimento online e presencial em suas unidades na Vila Clementino em São Paulo, em Sorocaba e Alphaville, dedicada à promoção do bem-estar emocional, combinando ciência e acolhimento para oferecer cuidado integral, personalizado e transdisciplinar. Com foco em psicoterapia e atendimento psiquiátrico para adultos, adolescentes e crianças, os profissionais possuem abordagens flexíveis, personalizadas e embasadas em evidências científicas. A Life nasceu com a proposta de unir empatia, individualidade e ciência em um cuidado integral. Mais do que um hub, é um espaço pensado para acompanhar cada pessoa em sua jornada de autoconhecimento e bem-estar, em todas as fases da vida. Com uma equipe altamente qualificada e uma escuta genuína, a Life oferece acolhimento aliado a resultados consistentes e duradouros https://lifesaudemental.com.br/quem-somos/
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