3 de jan. de 2026

O bronze que engana: os mitos do verão que podem piorar a celulite



“O sol camufla a celulite por um momento, mas entrega a conta depois. O bronze é um disfarce bonito que custa caro para a pele”, afirma o médico Roberto Chacur.


A exposição solar excessiva destrói fibras de colágeno e elastina, estruturas essenciais para a firmeza da pele. A longo prazo, essa perda de sustentação acentua a flacidez e torna a celulite mais marcada, justamente o oposto do que muitas mulheres buscam ao se bronzear. Mesmo assim, a ilusão continua, porque, no curto prazo, a pele realmente parece mais uniforme. O verão vira um ciclo de reforço: a camuflagem imediata engana o olhar, mas o resultado estrutural aparece depois, quando o bronze desbota e deixa para trás uma textura mais comprometida.

O calor intenso também contribui para aumentar o incômodo. Nos dias quentes, o corpo transpira mais e retém líquido para se proteger da desidratação. Esse inchaço temporário torna os furinhos mais visíveis e alimenta a sensação de que a celulite piora de um dia para o outro. Na prática, não surgem novas celulites no verão. O que muda é o volume do tecido subcutâneo, que pressiona a superfície da pele e evidencia irregularidades já existentes. A retenção hídrica é um dos fatores que mais confundem a percepção feminina nessa época do ano.

Para o médico Roberto Chacur, CRM SP 124125, speaker da GoldIncision e referência em tratamento da celulite, a combinação de mitos, pressa e comparações digitais explica por que tantas mulheres acreditam que o sol é aliado. Chacur ressalta que o verão cria uma falsa sensação de melhoria. Segundo ele, muitas pacientes chegam ao consultório repetindo frases como “parecia que minha celulite tinha sumido, mas voltou pior”. O médico destaca que nenhum truque de verão resolve. O que muda é a forma como o olho interpreta aquela pele naquele momento. Ele afirma que o sol não trata, não reduz e não reorganiza a pele. Ele apenas colore a superfície enquanto fragiliza a base.

Prevenir a celulite exige constância e escolhas conscientes, e não atalhos de temporada. Hidratar o corpo ao longo do dia evita a retenção de líquidos que acentua os furinhos. Reduzir o sal e o álcool ajuda a manter o edema sob controle. Atividade física regular melhora a circulação e diminui a sensação de peso nas pernas. Drenagem linfática profissional pode trazer alívio imediato ao inchaço típico do verão. E, acima de tudo, o protetor solar é indispensável para impedir que o colágeno seja destruído pelo UV, já que essa degradação é uma das principais responsáveis pelo agravamento da celulite.

No fim, o verão não é inimigo do corpo. O inimigo são as ilusões criadas em torno dele. O bronzeado pode até enganar o olhar por alguns dias, mas a pele sempre revela a verdade. Como resume o Dr. Roberto Chacur, a celulite não some com o sol, ele apenas disfarça. Por isso, se proteger é a melhor conduta.

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